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sábado, 31 de janeiro de 2009

Bactérias podem levar à morte por intoxicação alimentar

Débora Motta, Agência JB

RIO - A falta de tempo faz com que muitas pessoas acabem deixando os cuidados com a alimentação de lado e comendo qualquer coisa na rua. Porém, um simples sanduíche pode representar um sério risco à saúde. Bactérias como a Salmonella spp e a Listeria monocytogenes, amplamente encontradas na natureza, se aproveitam da má higiene na hora do preparo dos alimentos e causam intoxicações que podem até levar à morte.

A salmonella provoca complicações gástricas e intestinais, enquanto a listeria apresenta manifestações clínicas como febre, mal-estar e aumento dos gânglios.

- A salmonella causa problemas no tubo gastro intestinal. Os sintomas são diarréia, vômito, sangramento nas fezes e febre alta. Às vezes, a pessoa elimina a bactéria pelas fezes sem maior complicação, mas pode infectar outras pessoas ao manipular alimentos com as mãos contaminadas - explica o Dr. Edimilson Migowski, infectologista do Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (IPPMG/UFRJ).

Dados internacionais apontam a salmonella como o principal agente de surtos nos EUA. Neste país, entre 1993 e 1997, foram contabilizados 32.610 casos, com 13 mortes. Já a Listeria monocytogenes ocupa o terceiro lugar no ranking dos surtos, respondendo por cerca de 7% dos registros, de acordo com a literatura. Segundo o especialista, essa bactéria é encontrada em uma grande variedade de alimentos crus, como carnes e vegetais não cozidos, além de leite e derivados não pasteurizados.

- A listeria causa febre e mal-estar. Ela se manifesta de forma branda em pessoas com o sistema imunológico saudável, mas pode ser perigosa para aquelas que estão com o sistema imuno deficiente devido a quadros de HIV, leucemia, sessões de quimioterapia e uso de corticóides. Nesses casos, a resposta do organismo à infecção é pior e a doença se manifesta com maior gravidade - diz o Dr. Edimilson.

- O mais arriscado é quando a listeriose acomete gestantes, podendo gerar meningite no recém-nascido. Apesar de raramente apresentar sintomas na mãe, se a meningite não for diagnosticada e tratada a tempo, pode levar ao óbito do bebê - avalia Migowski, acrescentando que o diagnóstico que acusa a presença ou não da bactéria em mulheres grávidas deve ser feito durante o pré-natal.

Para evitar a contaminação pela salmonella e pela listeria é aconselhável seguir à risca cuidados com a higiene na manipulação e conservação dos alimentos.

- No caso da listeria, se o alimento for manipulado de acordo com práticas de higiene adequadas, como a pasteurização, você acaba diminuindo bastante ou neutralizando o risco da presença dessa bactéria, que é mais comum em regiões rurais - orienta o professor.

- Já a salmonella, mais freqüente nos centros urbanos, é adquirida principalmente ao ingerir alimentos mal lavados - reforça.

Para quem não tem tempo de preparar as refeições em casa e adere à praticidade de almoçar em restaurantes, a atenção deve ser redobrada:

- É aconselhável evitar restaurantes que não zelam pela qualidade, mesmo que sejam baratos. Uma boa dica é não ingerir saladas e carnes cruas e optar pelos legumes cozidos. Se não se pode descascar, lavar ou ferver, não se deve comer - ressalta.

A população que vive em bairros que não têm saneamento básico adequado deve recorrer a procedimentos de higienização da água:

- Nesse caso, o ideal é ferver a água para o uso doméstico, além de colocar uma colher de sopa de água sanitária no recipiente onde se lava os vegetais, para desinfetá-los. Quem usa água mineral tem que fazer a higiene do garrafão antes de abri-lo.


Os perigos escondidos da Fast Food

                                    









Num mundo acelerado como o nosso, qualquer coisa que nos ofereça comodidade e conveniência a baixo custo, tem futuro garantido. É por ir ao encontro destas nossas, chamemos-lhes necessidades, que a indústria da “fast food” se tem conseguido enraizar nas nossas vidas. Dada a situação de termos estas necessidades de não perder tempo e de comodidade, e de existir alguém que as satisfaça, levar-nos-ia a crer que não temos nada a perder, certo?

 Á primeira vista sim. Mas infelizmente apenas parte está correto. Peritos em Saúde Pública denunciaram há já algum tempo, a existência de problemas massivos associados á chamada “comida de conveniência”, devido á sua composição majoritária ser á base de ingredientes pouco saudáveis. Todos conhecemos o documentário "Super Size Me", onde o realizador Morgan Spurlock incorre numa demanda para auferir a veracidade destes argumentos. A viagem levou-o a cruzar os E.U.A. á procura dos fatos, colocando também o seu corpo á prova, alimentando-se apenas no McDonald's durante um mês, com apenas três regras:

 

1- Sem opções: tinha que comer o que estava disponível,

2- Não podia comer o cardápio grande, exceto se oferecido,

3- Tinha que comer todos os itens do cardápio pelo menos uma vez.

 Antes de iniciar a viagem fez extensos exames médicos, que o deram em perfeita saúde. No entanto, durante viagem o seu estado de saúde alterou-se drasticamente, e Spurlock começou a sentir dores no peito e dificuldades em respirar. Começou também a entrar em depressão, sofrer de insônias e com tremores. O seu fígado deixou de funcionar e o médico implorou-lhe para que parasse. Estava no dia 20. Mas ele persistiu e acabou com 12 quilos a mais e bem mais pobre.

 O que se passou com a comida para provocar este efeito dramático? A fast food é chamada de conveniente, porque para nós é exatamente isso: conveniente para nós. Mas também o é para o fabricante, e esta conveniência provém da produção em massa e barata dos ingredientes. O valor nutricional do produto é sacrificado em detrimento desta conveniência. Para devolver o sabor perdido no processamento dos ingredientes, são adicionadas grandes doses de gorduras, açúcar e sal, para nos despoletarem as sensações adequadas. Mas é sabido que quando em excesso, estes ingredientes provocam as seguintes consequências:

 As gorduras saturadas usadas neste tipo de produtos aumentam os níveis de colesterol, provocam coágulos nas artérias e elevam o risco de doenças coronárias.

 O excesso de açúcar na “comida de plástico” é motivo de grande preocupação. Não só pelo reconhecido impacto na saúde dentária, mas também pela sua ligação direta á obesidade, ás doenças cardíacas e até ao câncer.  

 O sal em demasia é responsável em grande parte pelo aumento da pressão arterial e eleva o risco ataques cardíacos. 

 A experiência de Morgan Spurlock significou uma exposição constante a grandes quantidades destas comidas de alto risco. Mas o fato das consequências potencialmente perigosas serem tão obvias num período tão curto de tempo, é uma lição que devemos ter sempre presente. 

 Fonte:: http://physicalfitnessarticles.net